Jejum Intermitente Funciona?

Para entender como funciona o jejum intermitente é necessário voltar um pouco no tempo. Podemos dizer que ele começou lá na época dos primeiros seres humanos. O homem das cavernas, por exemplo, não tinha alimento disponível a todo momento como temos hoje. Assim, ele precisava caçar todos os dias. Estudo históricos apontam que o homem das cavernas passava mais de 20 horas sem se alimentar, na maioria dos casos.

Jejum Intermitente funciona sim!

Desta forma, o organismo humano se adaptou a trabalhar com intervalos sem alimentação. Esse processo durou milhares de anos, pois demorou muito para que fosse desenvolvida a agricultura e a pecuária, onde o homem controlava a produção dos seus alimentos. Se colocarmos em uma escala de 1 a 10 o período em que o homem fazia jejum intermitente, com o tempo em que ele começou a comprar ou produzir alimento, facilmente de 1 a 9,5 seria o jejum. Nosso corpo está biologicamente muito mais adaptado para o jejum do que para comer o dia todo.

Mas ocorreu que nós não precisamos mais passar longos períodos sem comer, pois temos comida a vontade a todo momento. Contudo, nosso corpo ainda está propenso a funcionar melhor aplicando o jejum, pois ele passou milhões de anos, evolutivamente falando, trabalhando dessa forma, e poucas centenas comendo toda hora. Podemos dizer que ainda não estamos 100% adaptados para viver assim, daí alguns estudos apontam o aparecimento de algumas doenças, entre outras complicações que vêm pela alimentação.

Como funciona o Jejum Intermitente

O jejum intermitente funciona como um controle das horas que tiramos para nos alimentar. Sendo mais específico, geralmente no jejum fazemos pausas calóricas, onde os períodos costumam variar entre 10 e 24 horas sem comer. Existem modalidades mais radicais que outras, onde nem se pode beber água nesses períodos, contudo, o mais comem é apenas não consumir calorias, ficando livre bebidas como água, chá preto e café sem açúcar.

A finalidade dessa prática é fazer o controle dos hormônios que estão ligados com a obtenção de energia, bem como ganho ou redução de peso. Iremos abordar isto de maneira mais claro, mas uma das formas que nosso organismo faz isso é através da gordura, que nada mais é do que uma “bateria” que estoca energia.

Entrando um pouco na parte fisiológica do nosso corpo, quando ingerimos alimentos, os mesmo precisam ser processados, quebrados e seus componentes específicos encaminhados para uso atual, mantendo as funções vitais, ou estoque, que é o caso das gorduras. O jejum intermitente funciona como um dispositivo para fazer com que o corpo estoque menos gordura e também acabe eliminando o estoque excedente da mesma.

É uma conta matemática muito simples: quanto menos energia tiver disponível a todo momento na corrente sanguínea, e isso acontece quando comemos, mais o corpo tende a utilizar os próprios estoque para suprir suas necessidades. O mesmo acontece com os exercícios. Se você queima mais calorias do que consome, provavelmente irá emagrecer, e se consome mais do que gasta, irá acumular quantidades enormes de gordura.

Insulina e o Jejum

A insulina é o hormônio responsável pela quebra e o transporte das moléculas de energia no nosso corpo. Esse processo acontece com a liberação dela pelo pâncreas, transformando aquilo que comemos que já foi processado em glicose, em glicogênio, que será transportado para as células e estocado para uso quando necessitarmos.

Quanto mais comemos, mais os níveis sobem, desta forma, mais gordura acumulamos, sem contar também dos problemas de diabetes que podem surgir. O jejum intermitente funciona como uma ferramenta para abaixar os níveis de insulina, pelo maior tempo possível. Quanto mais se produz insulina, mais ficamos resistentes ao seu efeito. Desta forma o corpo sempre vai precisar de quantidades maiores para que ela faça efeito.

Em jejum, nosso corpo não produz insulina, e com isso ele começa a voltar sua sensibilidade. Imagine como um vício: quanto mais se usa mais é necessário. Quanto menos, mais o corpo otimiza as pequenas quantidades para trabalhar, e com isso, além de prevenir doenças, ele vai acumular menos gordura.

Benefícios para a saúde.

O principal benefício do jejum intermitente nós já abordamos, que é a perda de peso propriamente dita. Mas ainda existem outros benefícios associados, como por exemplo, maior disposição durante o dia. Quando a insulina entra na corrente sanguínea, ela abaixa os níveis de glicose, transformando em glicogênio. A Glicose é a forma que as células utilizam a energia para funcionar, e como a insulina quebra elas, é comum que você se sinta com preguiça ou cansado após almoçar, por exemplo.

Outro benefício é a prevenção de doenças, como a diabetes. Existem dois tipos: uma quando o corpo não produz insulina suficiente e a outra quando ele não consegue aproveitar a insulina que produz. Neste caso, com o jejum intermitente é possível evitar e até mesmo reverter essa diabetes tipo 2. Contudo, sempre procure um médico ou algum especialista antes de iniciar essa prática.

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